quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vitória contestada pela Torcida.


Mesmo com resultado positivo, torcedores protestaram contra o técnico e a diretoria alvinegra. Desta vez, Rafael Marques foi poupado.

Ontem o Botafogo entrou em campo, mais uma vez no Engenhão, para enfrentar o Sport pelo Campeonato Brasileiro. Mais uma vez a torcida não compareceu, em resposta às fracas atuações da equipe de Gal. Severiano. Mas os torcedores de foram protestaram desde o início. O Principal alvo da torcida foi o técnico Oswaldo de Oliveira. Este considerou natural as saídas e dispensas no elenco alvinegro, contudo, os jogadores indicados e avalizados pelo “professor” não conseguem atingir o nível dos demais.

Mesmo com a chegada de Seedorf, o time não engrenou ressentindo-se das ausências de Loco Abreu, Maicossuel e Herrera. Isso sem contar com os reservas Alex e Caio que também se transferiram. Vitinho, Gabriel e Cidinho são exemplos de promessas da base que não conseguem ter uma sequência de jogos, mesmo tendo boas atuações, o que dificulta o entrosamento. Associado a tudo isso, F. Gabriel e Andrezinho vivem assombrados por lesões que impedem uma continuidade.

No jogo de ontem,  o Botafogo foi dominado pelo Sport, mesmo tendo baixíssimo nível técnico a partida. Contudo, o Sport não aproveitou as oportunidades que teve. E o Botafogo, mesmo jogando com um esquema conhecido – pois atua neste esquema 4-2-3-1 desde Caio Jr mas com  perfil tático diferente – os Alvinegros não conseguem ser ofensivos. É fato que o problema não era de Loco Abreu. Herrera, por sua vez, quando saiu estava há alguns jogos sem marcar. Agora é a vez de Elkeson que joga improvisado ser contestado. Mas a noite de ontem lhe rendeu uma surpresa.

No segundo tempo, após sair vaiado de campo, o time alvinegro conseguiu aproveitar os erros dos pernambucanos e abriu o placar após falha de marcação da zaga de Recife. Elkeson matou no peito e de pé direito marcou Botafogo 1x0 Sport. O gol não amenizou os ânimos exaltados da torcida que continuava protestando. Em outra bobeada da zaga do Sport, Seedorf roubou a bola, avançou, invadiu a área e bateu firme para fazer Botafogo 2x0 Sport.

Ao fim do jogo, tentando demonstrar sinal de união, os jogadores se reuniram com a comissão técnica no gramado e saíram juntos. Apesar desta forçada demonstração, é fato que o técnico Oswaldo de Oliveiro retornou ao futebol brasileiro um tanto quanto desatualizado. O esquema tático não tem funcionado e o Botafogo tem conquistado resultados tão ruins, ou piores, do que em 2002 quando o time foi rebaixado à série B do Nacional. Cabe à diretoria se manifestar diante das reclamações do torcedores que gostariam de ver Seedorf no time que disputal o estadual deste ano. Com as baixas, o time enfraqueceu e perdeu força, elenco e competitividade para um campeonato longo como Brasileirão.


Bruno Velasco
Camisa Alvinegra

Botafogo 2x0 Sport


Análise das atuações - BOTAFOGO:


Jefferson - jogou com segurança e não comprometeu, nota 6,5.

Lucas - fez o feijão com o arroz e cresceu no segundo tempo, nota 6.

Antonio Carlos - Se atrapalhou um pouco, mas melhorou no segundo tempo, nota 6.

Fábio Ferreira - Fez uma jogada bisonha no ataque, mas ganhou todas na zaga, nota 6,5.

Lima - Bom lateral, tem velocidade e habilidade, falta cobertura, nota 6,5.

Jadson - Melhor partida defensiva e continua saindo bem com a bola, nota 7.

Renato - Muita mal, e sem inspiração, nota 4,5.

Seedorf - O responsável pela armação do meio de campo alvinegro, bons lançamentos, habilidoso e mto inteligente, foi premiado com gol, nota 8.

Andrezinho - Não rendeu o mesmo dos outros jogos, mas não comprometeu e melhorou com a entrada do R.Marques, nota 6,5.

F.Gabriel - Pouco jogou, se machucou e saiu. Deu lugar a Cidinho - entrou com personalidade e deu velocidade ao meio campo, nota 7.

Elkeson - Mesmo não sendo atacante, deixou novamente o dele e corre o tempo todo, nota 7.

Gabriel - entrou bem no meio, nota 6.

R.Marques - Apresentou-se pra torcida dando o passe para o primeiro gol do botafogo, e volta marcando a subida dos laterais, nota 6.

Oswaldo - mexeu bem no time, dando gás no meio com a saída do Renato.




Dilson Jr.
Colunista Convidado para o Camisa Alvinegra

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Entrevista com o Craque Beto.

Joubert Araújo Martins ou simplesmente Beto. Conhecido pela irreverência, simplicidade e boa pontaria, o ex-jogador dos quatro grandes do Rio de Janeiro e da Seleção Brasileira recebeu nos recebeu para um bate-papo aberto e descontraído em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes/RJ.

Beto e Bruno Velasco após a entrevista.
Humilde, simpático e sempre com um sorriso, Beto lembrou os tempos em que jogava bola e não ganhava nenhum centavo. Foi desta forma que encontrou o Botafogo. Enfrentou os cariocas e o técnico alvinegro quis contratá-lo Acabou trocado por 50 pares de chuteiras que decidiriam sua sorte de maneira ímpar.

Assim que chegou ao Glorioso, foi Campeão Brasileiro num time recheado de craques como Túlio, Donizetti e Sérgio Manoel. Com atuações que renderam destaque, Beto foi convocado para a Seleção Brasileira. Em 1996, chegou a disputar o Pré-Olímpico marcando gol salvador diante da Argentina. Contudo, não foi relacionado para os Jogos Olímpicos devido a uma contusão. Defendeu o selecionado na Copa América, em 1999, quando o Brasil foi Campeão.

Ainda no que diz respeito à Seleção, Beto teve chances de disputar a Copa de 1998, contudo ficou na lista de suplentes e mesmo com o corte de Romário não foi convocado. Viu Emerson ser chamado e o Brasil perder a final para a França. Em 2002, mais uma vez o sonho foi desfeito. Com o corte do mesmo Emerson, viu Ricardinho – então no Corinthians – alcançar o posto pretendido, sagrando-se Pentacampeão com a Seleção de Luiz Felipe Scollari.

Quanto ao time de coração, não esconde o carinho pelo Botafogo que o projetou para o cenário Nacional e Internacional, mas se diz abertamente Rubro-Negro: “ –  Sou Flamengo desde criança”.

Após passagem pelo Napoli/ITA, entre 1996/97, onde foi recebido com status de ídolo, Beto desembarcou no Sul do país onde defendeu o Grêmio antes de seguir para o Flamengo. Lá, entre 98-2002, com breve passagem no São Paulo FC em 2000, realizou o desejo de jogar pelo clube de coração.

Das memórias mais marcantes estão os gols épicos de Petkovic contra Vasco e São Paulo. Sorridente, revelou que na final de 2001 Petkovic havia sido afastado. Mas os jogadores se reuniram com Zagallo solicitando que reconsiderasse a decisão. Sorte do Flamengo que conseguiu se sagrar campeão justamente pelos pés de Pet.

Em 2002, defendeu o Fluminense no Brasileirão a pedido de Romário. Contudo por este clube não conseguiu ser campeão. Em 2003, chegou ao Vasco e conquistou o Carioca daquele ano. Chegou a retornar em 2008, mas encerrou sua segunda passagem sem título.

Dos episódios marcantes, relembra com alegria quando estava no vestiário do Vasco, de boné [o que era proibido], e Eurico Miranda [ex-predidente do Vascaíno] o questionou se estaria sol dentro vestiário. Do apelido que recebeu de ‘Beto Cachaça’, diz que não condiz com a verdade:  “ - Bebo apenas cerveja”.  

A pichação dos muros da Gávea com estes dizeres foi atribuída à torcida vascaína em virtude do primeiro jogo ter terminado com vantagem para os mesmos. Mas o resultado foi revertido em jogo de gala de Beto e Pet, este se consagrou definitivamente com a 10 de Zico. Aliás, ressalta que fato o motivou bastante naquela segunda partida, bem como a todos os demais jogadores.

Beto é um exemplo de jogador bem sucedido. Poderia ter tido voos mais altos, mas percalços o impediram de chegar mais longe: “ –  quando se deixa de ter empresário, fica difícil”. Mesmo sem contar com a publicidade e o marketing de agentes, Beto fez bela história no futebol Brasileiro e Internacional. O ex-jogador rechaça a fama de indisciplinado. Hoje, não passa por dificuldades financeiras por saber gerir seus recursos de forma consciente.

Da vida de jogador, hoje, resta o bom investimento que fez e os acordos que – segundo ele – permitiram que Flamengo e Grêmio quitassem suas parcelas em atraso com o meia recentemente. Atualmente, defende o Flamengo no Futebol de 7. Quanto ao futuro, seu filho, que à espreita acompanhou toda entrevista, quer ser jogador. Assistindo ao DVD de uma das partidas do filho, Beto, em sorrisos, disse que o menino é bom de bola. Nesta família, bom futebol parece estar na genética.


Bruno Velasco
Camisa Alvinegra

Bom senso em meio às vaidades...


Desnecessário ou não, paralização foi boa.

Gramado do Engenhão - Tão contestado.
Muito se discute na imprensa, principalmente na Paulistana, a decisão tomada de adiar o jogo entre Flamengo e Atlético Mineiro que seria realizado no último final de semana no Engenhão. Após muito ser criticado, o Botafogo que detém a gestão do Estádio por 20 anos decidiu radicalizar e pedir a interdição do estádio visto que as condições de utilização teriam alcançado seu limite e a maratona de jogos no local não permitia a recuperação do gramado, podendo causar alguma lesão grave nos atletas.

De pronto, apesar das muitas notificações/solicitações anteriores para remarcação de local – evitando desgates do piso, a CBF alterou locais e adiou o confronto entre Atleticanos e Rubro-Negros. Os mineiros reclamaram. Os cariocas agradeceram pois o time passa por um mau momento.  A CBF ‘entrou na berlinda’ pois além das remarcações e do planejamento que não previa este tipo de problema, fato já alegado há pelo menos 2 anos pelo Glorioso, permitiu que o Botafogo seja o único a utilizar o palco num intervalo de 15 dias, num jogo contra o Palmeiras pela Sulamericana.

Neste imbróglio que se formou, cabe questionar a posição de Vasco e dos demais clubes do Rio. O Vasco – até o momento da suspensaão – nunca se mostrou receptivo. Desta forma, São Januário não era sequer cogitado, salvo em momentos quando o Engenhão abrigava Shows e o Botafogo mandara jogos nos domínios Cruzmaltinos. Por um outro lado, Flamengo e Fluminense que muito reclamaram das condições do Stadium Rio também não se esforçaram para alterar mandos de campo, vislumbrando sempre a comodidade de atuarem na Cidade do Rio de Janeiro e evitar um conflito com o Vasco da Gama.

Após a cessão de São Januário ao Fluminense, a torcida Vascaína se manifestou contrária à decisão por entender que – historicamente nos últimos anos – o Fluminense tem agido de forma desleal.  Este fato remonta as transferências conturbadas de Conca e Leandro Amaral para o Tricolor das Laranjeiras.

Nesta briga entre egos e vaidades, o Botafogo é quem melhor se posicionou. Mesmo sendo arrendado, o Engenhão é de responsabilidade dos Alvinegros e caso algum jogador do porte de Oscar, R10, Juninho ou mesmo o Seedorf sofresse alguma grave lesão em seus domínios, não iriam recordar os esforços feitos para que houvesse real condição de jogos no local. Vale ressaltar que, antes do Engenhão, o Botafogo mandava seus jogos em Niterói ou na Ilha do Governador, quando chegou a dividir com o Flamengo a gestão do estádio da Portuguesa da Ilha por conta de obras no Maracanã.

De fato, com o crescimento do número de participantes na Série A, com as competições se sobrepondo, chegou-se ao ponto em que 3 clubes passaram a utilizar mais de uma vez por semana o mesmo espaço, prejudicando o espetáculo. Parabéns pelo bom senso do Presidente Roberto Dinamite e parabéns à CBF por entender a necessidade de se alocar jogos em Volta Redonda e Macaé. O Futebol do Rio agradece mesmo que alguns olhem descontentes com a ação que só é pejorativa aos olhos dos que não percebem que em São Paulo joga-se em quase todos os estádios, havendo ou não necessidade. O torcedor não tem local fixo, basta que o time tenha apelo. Assim, este comparece.


Bruno Velasco
Camisa Alvinegra

Projeto Colunista Convidado




Nosso BLOG está lançando o projeto COLUNISTA CONVIDADO. Neste espaço novo, você poderá enviar sua MATÉRIA e/ou RESENHA e as que forem selecionadas serão publicadas em nosso Blog. 

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Curtas - Vitória importante, mas sem brilho...

O Botafogo, no último sábado, voltou a campo diante do Atlético /GO, em Goiânia, e conseguiu importante vitória. Mesmo jogando desfalcado de Vítor Jr., a equipe do Botafogo buscou forças para virar - mais uma vez - um placar adverso.

Após um penalty desnecessário, que Jefferson quase defendeu, o Botafogo encontrou reação numa bela cobrança de falta executado por Seedorf. Num primeiro momento, a bola ficou retida na barreira, o zagueiro A. Carlos recuperou e sofreu nova falta. Muitos acreditavam que Seedorf não bateria novamente. Para delírio dos Alvinegros, ele cobrou com maestria e encantou aos presentes igualando o marcador em 1x1.

Mais tarde, num lance de rara infelicidade da zaga do Atlético/GO, o zagueiro titubeou e acabou tocando para F. Gabriel que deu números finais à partida: Botafogo 2x1 Atlético/GO.


Bruno Velasco
Camisa Alvinegra

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Mais do mesmo...

Botafogo volta a jogar mal e perder. Desta vez, Palmeiras 2x0 pela Sulamericana. Competição volta a ficar distante para o Glorioso.

Em jogo disputado com titulares, à exceção de Seedorf, o Botafogo voltou atrás na decisão de escalar equipe mista e pôs em campo o que o técnico Oswaldo de Oliveira julgou melhor. Mais uma vez a equipe se viu sem referência no ataque. Elkeson não jogou bem. Rafael Marques que entrou no segundo tempo também não. Desde a saída de Loco e Herrera, os Alvinegros sentem falta de atacantes "matadores".

Sem conseguir dominar o meio de campo, nem prender a bola no ataque, o primeiro tempo do jogo foi extremamente aberto e permitiu chances às duas equipes. Contudo, nenhuma foi capaz de se sobressair e assim terminou 0x0.

O início da segunda etapa deu a tônica do que seria o restante da partida. Barcos, o PIRATA do PALMEIRAS, logo no primeiro minuto marcou belo após dominar a bola no peito e finalizar sem chances para Jefferson. A defesa do Botafogo mal postada nada pôde fazer.

Aos 19 minutos, aconteceu o gol que daria números finais à partida. Barcos, sempre ele, dominou e com os espaços deixado pro Fábio Ferreira fulminou para o gol. Jefferson nada pôde fazer.


Considerações

O Botafogo de Oswaldo de Oliveira é um time repleto de expectativas a serem cumpridas e promessas que não se realizam. Quando Márcio Azevedo se destacou na final do Estadual, disse que todos teriam que aplaudi-lo de pé. Mas o que se viu foi realmente um lateral mais aplicado, mas um time desfigurado.

Descontentes, Caio, Maicossuel e Loco Abreu partiram. Herrera recebeu proposta e também deixou a equipe. O poderio ofensivo com velocidade e referência no ataque acabou. Oswaldo bancou novos contratados que vivem lesionados, como o caso de F. Gabriel e Andrezinho. 

Seedorf chegou mais ainda está sem ritmo. Além disso, descontinuou Cidinho que vinha jogando bem. Vítor Jr. sem a equipe de antes se vê sobrecarregado, sem contar com a defesa que vive exposta e fez a boa fase do Lateral Lucas, bem como do Márcio Azevedo, desaparecer. No ataque, Rafael Marques não desequilibra. Comparações com o ídolo Uruguaio são inevitáveis e deixam o comandante irritado com a cobrança da torcida. 

Será ainda que o Botafogo precisa de Oswaldo?



FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 BOTAFOGO
Local: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/Hora: 01/08/2012 – 21h30 (de Brasília)

Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (FIFA-PR) e Altemir Hausmann (FIFA-PR)

Renda/Público: 3.833 pagantes/R$144.440,00

Cartões Amarelos: João Vitor (PAL); Renato (BOT)
Cartões Vermelhos: Não Houve

GOLS: Barcos, 1'/2ºT (1-0); Barcos, 19'/2ºT (2-0)

PALMEIRAS: Bruno, Artur, Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; João Vitor, Henrique, Marcos Assunção(Márcio Araújo - 20'/2ºT); Maikon Leite(Fernandinho - Intervalo), Mazinho(Obina - 38'/1ºT) e Barcos. Técnico: Flávio Murtosa

BOTAFOGO: Jefferson; Lucas(Lennon - 36'/2ºT), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo(Lima - 36'/2ºT); Jadson, Renato, Fellype Gabriel(Rafael Marques - 15'/2ºT) e Andrezinho; Vitor Júnior e Elkeson. Técnico: Oswaldo de Oliveira.